quinta-feira, 17 de junho de 2010

Relembrando o Melhores Marcas


http://www.mmmocambique.com/videos/programa-1-exibido-em-22-10-2009/1/

Somos diariamente influenciados por diferentes marcas de um universo de produtos e serviços. Consegue imaginar-se rodeado de produtos sem nome ou referência? Imagine se, por um dia, na sociedade de consumo em que vivemos, desaparecessem todas as marcas que conhecemos. Saberia distinguir o seu sabonete favorito? Qual a referência que lhe veste bem e em qual banco deveria depositar o seu dinheiro? Você imagina um mundo sem marcas? Numa sociedade baseada no consumo como aquela onde vivemos, seria isto possível?

Num mundo sem marcas, não só confundiríamos os produtos, como perderíamos os laços com os objectos e a vivência que temos com eles. Se no passado as marcas foram criadas para identificar o fabricante, hoje, elas criam uma relação entre o consumidor e o produto, garantindo a sua segurança e existência.

Há quem diga, que uma marca é um símbolo, um logótipo, um produto ou até mesmo um serviço. Há quem considere pessoas e vivências, uma marca. Será ela uma campanha ou um anúncio? Uma embalagem ou uma tendência? Será isto uma designação urgente para as marcas?

Ou serão elas uma simples representação e expressão necessária para as impalpabilidades de uma empresa? Ou apenas uma colecção de percepções na mente de um consumidor?

Diversas são as definições, explicações e análises existentes para uma marca e diferentes são as percepções perante a mesma. Dependendo se é o criador, o consumidor ou o representante, o sentimento e a explicação para uma marca, difere.

Existe então, conceitos que importam sublinhar de modo a que seja possível criar uma linguagem coerente entre os demais intervenientes no processo de criação e gestão de uma marca. Mas afinal o que é uma marca?

Talvez, a personalidade de um produto. A marca da empresa é a principal fonte da sua vantagem competitiva e um valioso activo estratégico. O desafio de todas as marcas é ter uma imagem distinta que importe para os clientes e realmente a diferencia das demais. A personalidade da marca pode fazer uma marca mais interessante e memorável, e pode mesmo ser um veículo para expressar a identidade de um cliente, um símbolo forte também pode proporcionar a coesão e a estrutura de uma identidade de marca tornando-a mais reconhecível e fácil de lembrar.

Criação de consciência é um factor importante para qualquer produto e, portanto, um esforço considerável é colocada no lugar de estipular estratégias para que este seja melhor introduzido no subconsciente de um consumidor ao invés de outras marcas concorrentes.

Segundo a American Marketing Association, uma marca é um nome, um termo, símbolo, desenho ou uma combinação desses elementos que deve identificar os bens ou serviços de um fornecedor ou grupo de fornecedores e diferencia-los da concorrência. Uma marca comunica a informação especifica sobre uma organização, produto ou serviço, distinguido-a das outras no mercado. A marca traz uma “promessa” sobre as qualidades e particularidades que tornam a organização, produto ou serviço especial e único.

Para outros a marca é simplesmente o produto entre a previsão do que esperar e o emocional poder da expectativa.

E porque é que uma marca é importante?

O objectivo do branding bem-sucedido é claramente associado á organização, produto ou serviço com uma imagem ou identidade na mente do público. A marca deve associar essa imagem com a qualidade e características do produto ou serviço. Uma marca sólida é uma forma rápida para mostrar e contar ao público o que uma organização representa e o que ela tem para oferecer.

Podemos dizer que uma marca é uma mistura de atributos tangíveis e intangíveis simbolizados em uma marca registada que se adequadamente gerida, cria valor e influência, pode ser uma invenção, software, hardware, palavras e símbolos de identificação, produtos, personalidades, serviços, entre outros.

Marca oferece aos clientes um meio de escolher e permite o reconhecimento dentro de um mercado desordenado.

O mundo tornou-se um mercado altamente competitivo e global, a capacidade de manter uma identidade da marca é igualmente uma tarefa difícil, a marca possui uma originalidade e isso é o que vai determinar se uma marca tem poder de permanência ou será pouco eficiente.

Embora a maioria dos consumidores tentem tomar decisões bem informadas ao fazer compras, acabam fazendo algumas escolhas por impulso. Compram alguns produtos só por terem a sua cor favorita ou uma embalagem mais bonita.

Mas na verdade os sentimentos sobre uma marca podem ser diversos. Desde ternura, diversão, segurança e entusiasmo a repugnância. Desta forma, existem critérios para a escolha de uma marca como memorabilidade, atractividade, significância, protecção e adaptabilidade. Para que um consumidor prefira uma marca sobre outra, esta tem de ser facilmente lembrada e reconhecida, deve ser descritiva, divertida e interessante, tem de ter uma rica imagem visual e verbal deve ser esteticamente agradável. Uma marca tem de transmitir confiança ao consumidor.

A essência da marca, é o que a difere de todas as outras. Esse é o elemento mais importante na construção da marca. Os publicitários são os criadores desta arte e è a eles que cabe a responsabilidade de associar uma emoção a uma marca, transformando os nossos sonhos e desejos em mensagens e imagens ao seu serviço.

Uma marca transmite a energia da empresa, reflectindo o seu tamanho, a sua filosofia e, e principalmente, a qualidade do produto, pois é a principal fonte da sua vantagem competitiva e um valioso activo estratégico. O desafio de todas as marcas é criar a sua identidade.

Mesmo não existindo uma definição única para uma marca, a realidade é que estamos rodeados por elas. Existem e estão presentes no nosso dia-a-dia, marcando-nos em todos os momentos. No fundo, acabam por ser, num conceito distante do que as caracteriza, o que nós sentirmos que elas são.

El Circo



Cheira a frenezim contemporaneo, a glamour e a espectaculo.
Os artistas, esses pobres ambulantes, servem-se esbanjadamente de bagaco e imoralidade. Nao devem nada a vida, no tanto que a respeitem, a sintam e a ultrapassem.
A casa jamais sera lar nenhum, e o lar, deve-se dizer, nao tem preco. Esse nao reside em casa alguma, se nao na alma e na empatia do criador pela arte, do dotado e o seu dom. O lar esta na ribalta dos seus feitos. O coracao no que amam viver.
Fazem-se a estrada como os ponteiros ao relogio, compulsivamente.
A utopia entre malabarismos perputentes e ilusivos, as palhacas gargalhadas borradas de batom escarlate, as chicotadas no bicho, o bicho desfigurado, o desfigurado anao, o animal e a besta, enjaulados na rotina e na risada, inaltecem o entretenimento nu e cru, facil, nos olhos e na respiracao excitada do ser humano. Facil tal como os corpos em silencio pendurados no pano, em panorama escuro e nostalgico, se contorcem de tom majestoso, ao vento do proprio balanco.
Quando as luzes desvanecem, levam consigo, os sorrisos, as mascaras, o show, o neon. Para alem do centro do palco, das bancadas redondas, da determinacao, da euforia e do transe, reside nas entranhas do dia a dia, o sarcasmo como forma retorica de quem se permite encarar a realidade. Quimera biografia.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Em simultâneo mas não em sintonia



Todos vivemos nesse mundo fora em simultâneo, mesmo que nem sempre, em sintonia. Acabamos sempre, na vida, por sofrer crises de existencialismo e de ironia. Para tudo que fazemos ou vivemos, jáz um oposto ou um trocadilho, como se estivéssemos destinados ao equivoco uma vez ou outra. E isso porque a realidade é uma, todos vivemos nesse mundo fora em simultâneo. Somos demasiados, tudo é demasiado, demasiadas são as historias, as experiencias, os acontecimentos, os segundos, os lugares, as pessoas. Demasiados são os demais e as palavras. São coisas em demasia.

Incontáveis momentos co-existem com este meu e teu. E com qualquer outro meu e teu, num único mundo, num único universo, demasiado infinito. Assim, enquanto sorria, desprevenida desses incontáveis mementos, suspensos em outros algures, alguém se suspendia no tempo e na vida. Ao som dessa cantiga, dividi a arena, com milhares de braços e vozes frenéticas pela emoção de respirar. Foi um memento emoldurado na memoria. Eu estava sem qualquer crise de existencialismo ate então. Senti-me, justamente, viva. Sendo que nesse exato instante, algo em simultâneo neste mesmo, mas meu, mundo, perdeu a cor, morreu. Morreu sem dizer adeus, sem saber. E como sinto saudades!

Gostava de o ter aqui. Gostava de parar o tempo, num momento com ele. Gostava de não o ter apenas emoldurado na memoria e na mesinha de cabeceira. E como sinto saudades!

Como tudo o resto, aconteceu em simultâneo, mas não em sintonia. Gostava de poder te dizer: Pai, espera um minuto...Amo-te!